sexta-feira, 23 de abril de 2010

Que educação é essa?

Pow, são tantas coisas que eu queria falar aqui. Denunciar a educação brasileira, falar sobre os professores e suas loucuras cheias de fetiches com os alunos. Não sei por onde começar.

Eu me perguntou o que seria das diversas sociedades sem a grande mãe Educação. Sabemos como ela faz falta aos seus órfãos, seja no estress que lhe causa lidar com alguém sem educaçãoo no decorrer do dia ou na dificuldade que alguém sem cultura, alienado, analfabeto, sem conhecimento básico sofre.
Sim, somos um dos países com o maior índice de analfabetismo na América latina, e aqui no nordeste a situação ainda é pior do que em todo o Brasil. E no quesito educação comportamental, posso dizer que os cearenses se superam em ignorância, preconceito e faltas de gentilezas. Que falta faz um obrigado, um bom dia, tenha uma boa semana, durma bem, pequenos gestos que nos acalentam. Que desespero dá pegar um livro, um jornal, ver um letreiro e não saber o que significa aquele A junto do C e do M.
Mais triste é pensar sobre os caminhos que nossa educação vem tomando. Os grandes desvios de verba da educação ainda acontecem e mesmo assim as gestões das escolas públicas do país são medíocres, os professores igualmente. Eles valorizam mais a freqüência do que o aproveitamento do aluno, e se você tem dúvidas eu lhes digo: os professores aprovam alunos que sequer sabem ler ou somar antes mesmo da recuperação para diminuir o tempo de trabalho.
E o que nós podemos fazer? Isso é um problema eleitoral, nossa voz é a voz de Deus(LEMBRE-SE), escolhemos nossos representantes que vão decidir o futuro do país. Julgamos, condenamos, apontamos o dedo para os políticos, mas me desculpe meus queridos, nós os enchemos de poder. Uma coisa me chama atenção: ninguém conversa sobre isso, os jovens não falam sobre o assunto, os adultos ficam com suas conversas superficiais, ninguém discute as opções, basta dizer que "Todos são ladrões." Analisemos as propostas e vamos as cobranças, nós temos direitos! O Brasil que me perdoe a ofensa, mas por pior que seja os Estados Unidos merecem créditos por irem onde querem, porque sua nação decide, discute, cobra e luta pelo o que for necessário, foi assim desde sua independência, enquanto a nossa ocorreu através de um acordo e os brasileiros sequer sabiam o que estava acontecendo, os EUA foram a luta e se declararam independentes embaixo de bala de canhão, e isso por não suportar mais o descaso e a exploração da Inglaterra.
Acorda povo brasileiro, lava o rosto, coloca a cabeça pra funcionar, seja da maneira que for, lendo, conversando, distribuindo conteúdo por ai.
Você fica sentando pensando que não pode fazer nada, mas conhecer a verdade e disseminá-la por ai é um grande começo. Se você é pai que cobre qualidade da escola dos seus filhos, se você é professor honre sua profissão, se você é pedagogo desenvolva projetos, observe mais do que os outros. Sou indignado com essas pessoas que acham que se formar em algo significa chances de um emprego e sobrevivência, existe um porque do terceiro grau, existe uma demanda social que necessita desses profissionais.
E não esqueçam das palavrinhas mágicas que seus pais lhe ensinaram, elas melhoram o dia dos outros e o seu. Educação na escola, em casa, nas ruas, com o rico, com o pobre, com o astro de cinema, com o zelador do prédio.
Vamos lá, busquem uma ideologia mesmo que seja essa sopa de pedra, mas que ela exista, que faça 0,01% de diferença!

E sobre os fetiches de professores, eu peço desculpas, deixo pra uma outra vez...

Nietzsche se considerava um espírito livre, e você?

Um comentário:

  1. O imediatismo moderno... é algo sobre o que eu não falei nos comentários passados! Neste mundo de botões tão instantâneos, poucos são os que tem paciencia pra fazerem 0,01% de diferença com tanto esforço. Além de serem muitas as distrações... mas não é sobre isso que quero falar.

    A nota no final do texto: "Nietzsche se considerava um espírito livre, e você?" foi o que me chamou mais a atenção. Para ser um espírito verdadeiramente livre, é preciso de toda a amoralidade possível, toda a desconsideração pelo que os outros vão pensar e a ausencia completa da fé imperativa que muito escraviza vários crentes por aí. É, um bocado de coisa. Por hora me sinto incapaz, mas quem sabe um dia, quando eu não for literalmente dependente financeiro de ninguém, eu não me torne um espírito livre! E, de fato, desnecessário dizer, é uma idéia por demais libertadora! :D

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